quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Projeto de Aula


Plantar uma vida

Faixa etária: 5 a 6 anos

Espaço a ser utilizado: sala de aula e jardim da escola.

Material utilizado:
·      Sementes de flores,
·      Fundo de garrafas pet ou copos descartáveis,
·      Terra,
·      Água,
·      Fitilhos e tinta guache para enfeitar.

Processo:
         Em sala de aula os alunos irão utilizar fitilhos e tinta para customizar o fundo das garrafas. Após a secagem do material os alunos irão para o jardim da escola onde irão plantar as sementes em seus vasinhos. Cada aluno deverá pegar uma quantidade de terra no jardim que seja suficiente para preencher o vaso até a metade, a seguir, colocar as sementes e cobrir com mais terra, e por fim regar com água. Voltarão então para a sala de aula, e escolherão um lugar para colocar suas flores que deveram ser cuidadas no período de uma semana para adquirir prática e afeto pelas plantinhas, após esse período poderão levar para suas casas dando continuidade aos cuidados e observar seu desenvolvimento. 


Escolhemos essa atividade, pois, conforme teorias de Henri Wallon, as atividades planejadas devem atingir a dimensão humana, a dimensão dos objetos de conhecimento e a dimensão dos objetos físicos, que serão essenciais nesta idade, pois a criança encontra-se no estagio de personalismo, quando ciente de sua autonomia e relacionando-se com outras pessoas, passa a definir sua própria identidade.
A atividade proposta enquadra todos estes aspectos, pois existe o manuseio de materiais como terra e sementes, além de regar a florzinha todos os dias, o que remete aos domínios, afetivo e motor, além do domínio cognitivo que é responsável por absorver e organizar conhecimentos, e imaginamos que com a atividade apresentada o aluno expande suas competências, tornando-se um ser mais ativo e responsável. E Wallon diz ainda que a junção dos três campos funcionais citados contribui para o desenvolvimento da criança e principalmente em relação à formação de sua personalidade.
Concluímos então que a proposta auxiliará de forma eficaz no desenvolvimento geral das crianças de forma prazerosa durante a aula.





segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Uma Escola Inovadora

Na Escola Lumiar, os estudantes constroem seu conhecimento e as áreas de conhecimento são aplicadas em forma de um mosaico interdisciplinar que aprofunda os saberes.


Mosaico
Na Lumiar, o currículo é estruturado com base em competências e habilidades, contemplando as áreas do conhecimento por meio de projetos, módulos de aprendizagem e oficinas. O objetivo é fazer com que o estudante seja o sujeito ativo de seu processo de aprendizagem, além disso, o conteúdo é desenvolvido por meio de desafios e enfoques personalizados.
A cada final de bimestre, a equipe Lumiar reúne-se com os estudantes para levantar temas de interesse para o planejamento de futuros projetos. Dessa forma, os estudantes aprendem explorando curiosidades de um assunto escolhido por elas. Este curso pode chamar-se “Brincando de pipa” ou “Como são feitas as bicicletas” e incluirá em sua programação conteúdos como álgebra, física, história e geografia. Na Lumiar, competências, habilidades e conteúdo são trabalhados de forma contextualizada, a fim de incitar a criatividade e a sede de conhecimento do estudante. Esta troca torna-se um convite para explorar, inclusive, o uso de tecnologias para construir novos conhecimentos, além de levar o aprendiz a novas áreas de interesse e entusiasmo. Isso tudo, sem que a grade curricular perca a referência dos parâmetros nacionais. A escola acredita que o currículo escolar é amplo e engloba toda a vivência dos estudantes na escola. Por isso, ele deve ser vivo e todos devem construir, vivenciar e planejar as ações em sintonia com as necessidades e demandas coletivas e individuais. Assim, a Lumiar oferece um currículo enriquecido com projetos, oficinas e módulos de aprendizagem concebidos por tutores, mestres e estudantes em conjunto.
 

Módulos de aprendizagem
São percursos didáticos que abrangem determinados assuntos de interesse dos estudantes ou aqueles considerados relevantes e necessários por mestres e tutores. Os módulos podem ser desenvolvidos em sequências didáticas, centros de interesse, pesquisa, visitas ou outro tipo de atividade que leve à aprendizagem significativa e ao avanço do conhecimento. Leitura de mundoEste constante módulo de aprendizagem envolve os estudantes em um processo diário de leitura de jornal. Por meio desta prática são geradas discussões, produções e amplas trocas sobre os acontecimentos do mundo. Seu objetivo é, também, incentivar e aperfeiçoar as competências de escrita e leitura dos aprendizes.


Oficinas
São atividades elaboradas para auxiliar os estudantes com conteúdos específicos, necessários para o total entendimento e desenvolvimento do projeto por eles escolhidos. As oficinas também possibilitam o aprofundamento de habilidades e a ampliação do repertório cultural dos grupos.



Roda
São encontros semanais promovidos entre tutores, funcionários e estudantes. A roda é a assembleia geral da comunidade escolar, em que se discute a melhor forma de viver em conjunto e utilizar o espaço de forma democrática. Nessa atividade, os estudantes levantam temas para reflexão e tomam decisões coletivas a respeito de impasses e desafios que surgem no dia a dia, dentro e fora da escola. Com a prática da roda, a área de conhecimento deixa de ser um assunto de adulto, estimulando todos os frequentadores do ambiente escolar a exercer sua cidadania.

Os projetos da Lumiar incluem trabalhos em equipe desafiadores e com propósitos educacionais. Deles saem ideias inovadoras e criativas, como a sugestão dos próprios estudantes de aprender matemática por meio das formas geométricas e conceitos de dobradura presentes na arte secular japonesa do origami.


O que são os projetos? 
Nos trabalhos desenvolvidos pelos estudantes da Lumiar, todos os membros do grupo participam de acordo com as suas capacidades. O objetivo é construir em conjunto – de maneira decidida, planificada e organizada – um produto de comum acordo.
Todos os projetos devem ser desafiadores e apaixonantes, além de instigar a criatividade dos estudantes para que estes utilizem esquemas mentais complexos e significativos. Deve gerar, ainda, condições para tomada de decisões, capacidade de colaborar em equipe e de projetar o novo. Sempre agindo de maneira ética.
O trabalho a ser feito deve ser escolhido por apresentar características como:
  • Ser considerado importante ou relevante por todos os participantes;
  • Permitir novas aprendizagens;
  • Ter que ser estudado ou resolvido no contexto em que os estudantes vivem.
O grande desafio da Lumiar é sempre identificar interesses e necessidades dos grupos e de cada estudante individualmente para elaborar propostas que promovam muito engajamento. No quarto bimestre de 2011, por exemplo, os estudantes do Ensino Fundamental 1 optaram por projetos como o “Matemática do Japão”.
Por meio do origami – arte tradicional secular japonesa de dobrar papel para representar diferentes animais e outros seres –, os estudantes trabalharam com formas geométricas, conceitos de dobro, metade e outras divisões além de explorar movimentos importantíssimos da coordenação motora fina.
Além disso, foi possível utilizar a língua inglesa como instrumento de comunicação e explorar a geometria concretamente. A prática exigiu o desenvolvimento da habilidade de concentração e mostrou que, somente com destreza, precisão e concentração é possível que a dobradura forme a figura desejada.
Já no primeiro bimestre de 2012, o projeto escolhido foi o “Super English”. O objetivo era implementar, por meio de jogos, brincadeiras e improvisações teatrais com humor, aspectos léxicos e sintáticos do idioma inglês.


Por que trabalhar com projetos?
Os projetos são atividades que tem uma intenção, um objetivo claro que dá unidade às ações e aos aprendizados já programados. Também supõe a integração de professores e estudantes que, juntos, levantam problemas e temas, valorizando toda proposta que envolva os estudantes e permitindo que eles se apropriem do seu processo de aprendizagem e desenvolvimento.

Na Lumiar, a avaliação tem como propósito fazer com que os estudantes reconheçam suas facilidades e dificuldades. Assim, elas entendem quais são os próximos passos que devem ser tomados para atingir seus objetivos e assumem o compromisso com seu processo de aprendizagem.


Avaliação Integrada

A avaliação integrada oferece uma estrutura coerente, criada a partir das melhores abordagens de avaliações formativa e somativa. Trata-se de um modelo integral de aprendizagem que oferece feedback contínuo ao aprendiz e ao tutor – que entendem o que deve ser melhorado, quais os próximos passos a seguir e como os objetivos podem ser atingidos.
As notas não são a única maneira de avaliar o conhecimento adquirido e os avanços dos estudantes. Na Lumiar, a avaliação busca o desenvolvimento do estudante e há um grande esforço para que os estudantes compreendam e comprometam-se com seus próprios processos de aprendizagem.







domingo, 28 de outubro de 2012

Registraremos aqui atividades efetuadas pelo grupo A Magia de Educar, durante o nosso 2º semestre do curso de Pedagogia.